DOCUMENTÁRIOS

fala sertaneja

Fala Sertaneja surgiu mais como uma declaração de amor e afeto do que propriamente como uma pesquisa. É a primeira incursão audiovisual do grupo de pesquisa ProjetAH – História das mulheres, gênero, imagens, sertões, que nasce do nosso assumido desejo pelo amadorismo, da articulação de saberes outros, periféricos, sertanejos, mal-ditos ou não narrados. No estilo “câmera aberta”, um ombro amigo e muito acolhimento, o Fala Sertaneja se torna um lugar de escuta, de histórias que quase nunca são contadas. A primeira etapa do projeto traz as vozes de mulheres sertanejas na universidade. Migrantes em busca de conhecimento, trabalho e sonhos próprios. Elas carregam consigo vivências e experiências flutuantes, na transição “daquilo que fui para o que sou“. Nas idas e vindas de asfalto e poeira, das sabenças e dos costumes, que se reinventam num espaço quase nômade entre o  e o . Fala, sertaneja! Traz sua fala sertaneja e seu sotaque. Descoloniza o que é o saber e o ser. Conta, ensina, narra as histórias que tiver e quiser. Esse lugar – da nossa escuta – é todo seu.

SUBINDO E descendo
a ladeira do porto

Subindo e descendo a ladeira do Porto  é um projeto audiovisual sobre um trabalho que já dura 10 anos, vividos e construídos por afetos entre uma equipe de extensão universitária e a comunidade ribeirinha do Porto do Capim, que há muitas décadas habita a margem direita do Rio Sanhauá, na região central da cidade de João Pessoa – PB.

Esse contato e as trocas que ele proporciona surgiram da parceria entre a professora Regina Célia Gonçalves, da UFPB, a Fundação Casa de Cultura Companhia da Terra e logo depois a Associação de Mulheres do Porto do Capim. O projeto de extensão ganhou o nome de “Subindo a Ladeira – Educação patrimonial e Ensino de História através da Arte”.

A equipe, ao longo dos anos, passou a integrar um espaço dentro da comunidade. Nas palavras de Regina, “essa relação íntima e permanente com a comunidade é nossa maior conquista”. Crianças cresceram, novas lideranças surgiram, transformando com elas os rumos do trabalho, motivando também o projeto “Rolezinho na UFPB”, que leva esses agora jovens para um “rolê” com atividades de formação dentro da universidade.

Na versão 2020, passou a se chamar “Rolezinho do Porto do Capim”, desenvolvendo ações como a produção audiovisual sobre a comunidade e um cineclube.

Jovens do Rolezinho viraram multiplicadores e assumem tarefas, indo para as escolas e ensinando a montar um cineclube, recebendo visitantes na comunidade, através do projeto próprio que chamaram de “Vivenciando o Porto”. Esse aprendizado de mão dupla – daí o título do documentário etno-videográfico Subindo e descendo a ladeira do Porto – vem mostrar o quanto a troca de saberes é possível e como as hierarquias entre eles podem ser transformadas, por meio de relações de afeto, respeito e acolhimento.

Quer conhecer de perto o Porto do Capim? Entre em contato pelo whatsapp 83 98884-7660.